"O governo precisa cumprir a lei estadual do cooperativismo", ressalta Cergio Tecchio em sessão especial na Assembleia Legislativa
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Cooperativas constroem um mundo melhor. Esse foi o tema da sessão especial realizada na tarde desta quinta-feira (14), na Assembleia Legislativa da Bahia em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas. A sessão foi proposta pela deputada estadual, Neusa Cadore (PT). Representantes de mais de quinze municípios e de diversos movimentos marcaram presença no evento.
A mesa foi composta por Neusa Cadore; pelo secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (SETRE), Nilton Vasconcelos - representando o governador Jacques Vagner; pelo presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (OCEB), Cergio Tecchio; pelo representante do Fórum Baiano de Economia Solidária, Joilson Santana; pelo representante da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária, Libanilso Braga; e pela coordenadora da Associação Vida Brasil, Débora Rodrigues. A sessão foi aberta pelo presidente da casa, Marcelo Nilo.
Em sua explanação, a deputada Neusa destacou a importância do cooperativismo para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza no Brasil. "O cooperativismo pode construir um mundo melhor. Nós fazemos parte de um grupo de pessoas que sonha, luta e acredita que coletivamente podemos somar forças e estamos fazendo isso no nosso dia a dia".
De acordo com Cadore "nenhuma sociedade pode se considerar verdadeiramente desenvolvida enquanto não romper com qualquer indício de desigualdade que impede seus filhos e filhas de acesso aos direitos macros." Por isso, destaca a deputada, "o cooperativismo desempenha um papel de grande relevância econômica e social para o Brasil e para Bahia, e se constitui uma ferramenta essencial para erradicação da pobreza, para promover a inclusão econômica e social dos seguimentos que foram historicamente esquecidos".
De acordo com Cergio Tecchio, as cooperativas ocupam papel crucial na sociedade, sendo uma forma de organização para o trabalho que privilegia a inclusão, a democracia, a participação e a justiça social e econômica. "As cooperativas são marcadas pela autonomia e independência, geram desenvolvimento para as suas comunidades de origem, ao mesmo tempo que suprem as necessidades dos trabalhadores associados", aborda.
Em sua explanação, o presidente do Sistema Cooperativista Baiano chamou atenção para a necessidade da lei estadual do cooperativismo ser cumprida pelo governo estadual. "É no cumprimento das atribuições que a lei distribui entre os diversos setores do governo estadual que residem as verdadeiras chances de vermos o cooperativismo na Bahia florescer, gerando inclusão social e econômica, fortalecendo a democracia e contribuindo para o desenvolvimento das comunidades", ressaltou.
De acordo com o secretário Nilton Vasconcelos, o estado ainda não conhece o cooperativismo baiano com profundidade, condição necessária para estruturar as políticas públicas para o setor. "Esse é um dos desafios que precisamos superar. Não sabemos, por exemplo, quantos cooperados existem na Bahia. Outro grande objetivo do governo é a difusão, através da rede pública de ensino, dos princípios do cooperativismo para os jovens", completou. De acordo com o secretário, a metodologia utilizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado da Bahia (Sescoop/BA) na capacitação de professores para a educação cooperativista, é um exemplo a ser seguido pelo governo.
'Os setores da agricultura, do crédito, da educação básica, da produção artesanal e industrial de pequeno porte, da saúde suplementar, do turismo e do lazer, do transporte complementar, sem falar em alguns outros, não seriam os mesmos na Bahia sem a presença firme das nossas valorosas cooperativas, apoiadas pela OCEB e pelo Sescoop Bahia", ressaltou Cergio Tecchio.